Artrite: o que é, sintomas e como tratar

Artrite é o nome dado à inflamação das articulações, aquelas juntas que ligam os ossos e permitem o movimento. Ela causa dor, inchaço e rigidez, e pode atrapalhar tarefas simples do dia a dia. A boa notícia é que, com diagnóstico e tratamento certos, dá para controlar os sintomas e preservar o movimento.

Médico examinando as mãos de um paciente para avaliar sinais de artrite

Está com dor e inchaço nas juntas? Uma avaliação com a Dra. Laisa ajuda a identificar a causa e começar o tratamento certo.
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Principais sintomas da artrite

Os sinais podem começar devagar e piorar com o tempo. Fique atento a:

  1. Dor em uma ou mais articulações.
  2. Inchaço e vermelhidão nas juntas.
  3. Rigidez, principalmente ao acordar.
  4. Dificuldade para mover a articulação.
  5. Cansaço e sensação de mal-estar.

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Tipos mais comuns

Existem várias formas de artrite. As mais frequentes são a artrite reumatoide (doença autoimune que costuma atingir as mãos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia), a osteoartrite (ligada ao desgaste das articulações) e a artrite psoriásica (associada à psoríase na pele).

Como é o tratamento da artrite

Fisioterapeuta realizando mobilização do joelho como parte do tratamento da artrite

O tratamento depende do tipo de artrite e é montado caso a caso. Pode incluir medicamentos para controlar a inflamação e a dor, fisioterapia, exercícios e cuidados no dia a dia. No caso da artrite reumatoide, o SUS conta com Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas próprio do Ministério da Saúde, que orienta o diagnóstico e as opções terapêuticas cobertas. O acompanhamento com um reumatologista é o que permite chegar ao diagnóstico correto e reduzir as chances de a doença avançar.

Como é feito o diagnóstico da artrite

Escrevi um texto só sobre os sintomas e diagnóstico precoce da artrite reumatoide. O diagnóstico começa com uma conversa cuidadosa sobre os sintomas e um exame físico das articulações. O reumatologista observa quais juntas estão inchadas, doloridas ou com o movimento limitado, e há quanto tempo isso vem acontecendo.

Para confirmar o tipo, o médico costuma pedir exames de sangue e de imagem. Os exames de sangue ajudam a identificar sinais de inflamação e marcadores ligados a doenças autoimunes. Já radiografias, ultrassom ou ressonância mostram como estão a cartilagem, os ossos e as juntas por dentro.

Nenhum exame isolado fecha o diagnóstico sozinho. É a soma da história do paciente, do exame físico e dos resultados que permite ao especialista chegar ao tipo certo e definir o melhor caminho de tratamento.

Quando procurar um reumatologista e como conviver com a artrite

Vale procurar um reumatologista quando a dor nas juntas dura mais de algumas semanas, quando há inchaço que não passa, rigidez ao acordar que demora a melhorar ou quando os sintomas começam a atrapalhar tarefas simples. Quanto antes a causa é identificada, mais fácil é controlar a doença e proteger as articulações.

Conviver bem com o quadro passa por hábitos que apoiam o tratamento: manter um peso saudável para aliviar a carga sobre as juntas, praticar atividade física orientada, respeitar os períodos de descanso e não abandonar o acompanhamento mesmo quando os sintomas melhoram.

Pessoa em casa fazendo alongamento leve das mãos para conviver melhor com a artrite

Pequenos ajustes na rotina também ajudam, como adaptar movimentos repetitivos, usar calor ou frio conforme a orientação do médico e cuidar do sono e do estresse, que influenciam na percepção da dor.

Com acompanhamento regular e um plano feito para o seu caso, a maioria das pessoas com artrite consegue manter a rotina, o movimento e a qualidade de vida. O reumatologista é o parceiro certo para ajustar o tratamento ao longo do tempo.

Ficou com dúvidas sobre o seu caso? A Dra. Laisa Bassini atende em Vitória e região. Fale agora pelo WhatsApp.
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Perguntas frequentes sobre artrite

Artrite tem cura?
Muitos tipos de artrite não têm cura definitiva, mas isso não significa que a pessoa fica sem opção. Com diagnóstico correto, tratamento adequado e acompanhamento regular com o reumatologista, é possível controlar a inflamação, reduzir bastante a dor e manter as articulações funcionando bem no dia a dia, inclusive no trabalho e no lazer.

Qual a diferença entre artrite e artrose?
Artrite é a inflamação da articulação, que costuma causar dor, inchaço e vermelhidão, podendo atingir pessoas mais jovens. Artrose, também chamada de osteoartrite, é o desgaste progressivo da cartilagem, mais comum com o envelhecimento. Apesar de os sintomas se parecerem, as causas são diferentes, e por isso o tratamento de cada uma também muda.

Quem trata artrite?
O reumatologista é o especialista responsável por diagnosticar e conduzir o tratamento das diferentes formas de artrite, ajustando a estratégia conforme o tipo, a intensidade dos sintomas e a resposta de cada paciente. Em alguns casos, o acompanhamento conta também com fisioterapeuta e, se necessário, outros profissionais de saúde envolvidos no cuidado.

Artrite pode surgir em jovens, ou é um problema só de pessoas mais velhas?
Ao contrário do que muita gente pensa, a artrite não é exclusiva de quem está envelhecendo. Tipos como a artrite reumatoide e a psoriásica costumam aparecer em adultos jovens, e até crianças podem desenvolver formas específicas da doença. Por isso, dor e inchaço persistentes nas articulações merecem avaliação médica em qualquer idade.

Mudança de tempo ou frio piora os sintomas de artrite?
É comum pacientes relatarem mais dor e rigidez em dias frios ou de chuva, e algumas pessoas realmente percebem essa diferença. No entanto, o clima não causa artrite nem piora a doença em si, apenas pode influenciar a percepção da dor. Manter o tratamento em dia é o que realmente faz diferença no controle dos sintomas.

É seguro praticar atividade física tendo artrite?
Sim, e na maioria dos casos o movimento é aliado, não inimigo. Exercícios de baixo impacto, como caminhada, hidroginástica e fortalecimento muscular orientado, ajudam a manter a articulação funcional e podem reduzir a dor a longo prazo. O ideal é buscar orientação do reumatologista e, se possível, de um educador físico antes de começar.


Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento dependem da avaliação individual de cada paciente.