Osteoporose: como prevenir e fortalecer os ossos

A osteoporose é uma doença que deixa os ossos porosos e frágeis, enfraquecendo-os aos poucos, sem dor e sem nenhum sintoma que chame atenção. É por isso que ela costuma ser descoberta tarde: muita gente só sabe que tem osteoporose depois de uma fratura ou de um exame pedido por outro motivo.
A doença avança anos antes de qualquer sinal aparecer
A perda de massa óssea da osteoporose é gradual e, na maior parte do tempo, não dói. O primeiro sinal costuma ser uma fratura que acontece com um impacto pequeno, como uma queda da própria altura ou até um movimento do dia a dia. Antes disso, a doença pode já estar instalada há anos sem dar nenhum aviso, o que torna o acompanhamento médico regular importante para quem tem fatores de risco.
Quem tem mais risco de desenvolver osteoporose?
Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver osteoporose:
- Idade mais avançada
- Mulheres depois da menopausa, pela queda do estrogênio (saiba mais sobre a relação entre osteoporose e menopausa)
- Histórico de osteoporose na família
- Ingestão insuficiente de cálcio e vitamina D
- Sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool
Ter um ou mais desses fatores não significa que a pessoa já tem osteoporose, mas é motivo para conversar com um reumatologista sobre quando investigar, conforme orientações da Sociedade Brasileira de Reumatologia sobre osteoporose.
Como prevenir e fortalecer os ossos

A prevenção da osteoporose começa cedo e continua a vida toda, segundo a ABRASSO (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo). Alguns cuidados dietéticos ajudam a manter os ossos mais fortes:
- Alimentação com boa quantidade de cálcio (leite e derivados, vegetais verde-escuros, entre outras fontes)
- Vitamina D em níveis adequados, seja pela exposição solar, seja por suplementação quando o médico orientar
- Exercícios de força e de impacto controlado, feitos com regularidade
- Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool
Esses cuidados valem tanto para quem quer prevenir a osteoporose quanto para quem já tem o diagnóstico e precisa desacelerar a perda óssea.
Diagnóstico e acompanhamento da osteoporose
O diagnóstico costuma envolver densitometria óssea, um exame simples que mede a densidade mineral dos ossos e compara o resultado a índices de referência. Exames de sangue complementares (cálcio, vitamina D, função da tireoide, entre outros) também ajudam a entender se existe alguma outra condição interferindo na saúde óssea.
A frequência de repetição da densitometria varia de pessoa para pessoa, conforme o resultado inicial e os fatores de risco de cada paciente. O acompanhamento de osteoporose reúne essas etapas (avaliação de risco, exames e conduta) em consultas periódicas com a Dra. Laisa.
Osteopenia e osteoporose: entenda a diferença
Antes da osteoporose, muitas pessoas passam por uma fase chamada osteopenia: a massa óssea já está abaixo do ideal para a idade, mas ainda não chegou ao ponto de fragilidade da osteoporose. A densitometria óssea é o exame que diferencia as duas condições, por meio da comparação de índices.
Receber um diagnóstico de osteopenia não é motivo para pânico, mas é uma oportunidade de reforçar a prevenção antes que a perda óssea avance.
Como prevenir quedas e reduzir o risco de fratura

Como a fratura costuma ser o primeiro sinal perceptível da osteoporose, reduzir o risco de queda é parte do cuidado, especialmente para quem já tem diagnóstico ou fatores de risco importantes. Alguns cuidados simples em casa fazem diferença:
- Manter os ambientes bem iluminados
- Retirar tapetes soltos e fios no caminho
- Instalar barras de apoio no banheiro, se necessário
- Usar calçados firmes, evitando chinelos soltos
- Manter a visão em dia, com consultas oftalmológicas regulares
Exercícios orientados de força e equilíbrio também ajudam a reduzir o risco de queda. Mulheres depois da menopausa merecem atenção especial nesse cuidado, já que é o período em que a perda óssea costuma acelerar.
Quando procurar um reumatologista
Vale marcar uma avaliação reumatológica quando existem fatores de risco (menopausa, histórico familiar, uso prolongado de certos medicamentos) ou sinais como perda de estatura, mudança de postura ou uma fratura que aconteceu com um impacto pequeno. Quanto antes a avaliação acontece, mais cedo é possível organizar o acompanhamento.
Tem fatores de risco para osteoporose? Agende uma avaliação com a Dra. Laisa Bassini antes que a primeira fratura aconteça.
Informações e agendamento.
Perguntas Frequentes
Osteoporose tem cura?
Osteoporose é uma condição crônica, ou seja, não desaparece de uma vez, mas isso não significa que nada pode ser feito. O acompanhamento com o reumatologista, aliado a hábitos de vida adequados e, quando indicado, medicação, ajuda a reduzir a perda óssea e diminuir o risco de fraturas ao longo do tempo.
Osteoporose dói?
Na maioria dos casos, não. A doença em si costuma ser silenciosa e não costuma causar dor no dia a dia. O desconforto normalmente aparece como consequência dela, por exemplo depois de uma fratura, quando o osso mais frágil cede a um esforço que antes não representaria problema algum.
A partir de que idade devo me preocupar com osteoporose?
Não existe uma idade única para todo mundo. Mulheres na menopausa e pessoas com fatores de risco (histórico familiar, uso prolongado de certos medicamentos, sedentarismo) costumam ser orientadas a conversar com o reumatologista mais cedo sobre quando fazer a densitometria.
Homem também pode ter osteoporose?
Sim. Embora seja mais comum em mulheres após a menopausa, por causa da queda no estrogênio, homens também perdem massa óssea com o envelhecimento e podem desenvolver osteoporose, principalmente à medida que a idade avança ou quando há outros fatores de risco associados, como uso prolongado de certos medicamentos ou sedentarismo.
Qual médico devo procurar para tratar osteoporose?
O reumatologista é o especialista mais indicado para investigar e acompanhar a osteoporose, já que trata as doenças do sistema ósseo e articular como um todo. Dependendo do caso, esse acompanhamento pode envolver também outros profissionais, como endocrinologista, fisioterapeuta e nutricionista, formando uma equipe em torno da saúde óssea.
Com que frequência preciso repetir a densitometria óssea?
Isso varia de pessoa para pessoa e depende do resultado do exame anterior, da idade e dos fatores de risco de cada paciente. Por isso não existe um prazo fixo válido para todo mundo: o ideal é que o reumatologista defina o intervalo adequado durante o acompanhamento, ajustando conforme a evolução de cada caso.
Conteúdo revisado pela Dra. Laisa Bassini, CRM 212815, RQE 144572, reumatologista na Clínica Davos (Enseada do Suá, Vitória-ES). Atendimento também em Vila Velha, Serra e Cariacica. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.